Iron Maiden – Estádio Palestra Itália – São Paulo 02.03.08

00511Saí de Itu por volta de 13:30, de Itu a SP a viagem dura em torno de 1h30m, portanto chegaria em cima da hora da abertura dos portões (que seria 15h), mas, não cheguei, pra completar o problema de horário, o motorista da excursão se perdeu dentro de SP e nos levou ao CT do Palmeiras, mas por sorte a organização estava tranquila e a fila do meu setor estava relativamente pequena. Mesmo com o atraso consegui ficar apenas 1h na fila.
Logo de cara ao ver o palco, como todos perceberam, ele era muito pequeno, muito mal distribuído, com grande parte reservada apenas para os telões que nem necessitavam de um espaço tão grande.
As 19h Lauren Harris adentra o palco apenas para animar o público, lançando um álbum, quase ninguém conhecia seu repertório e logo depois de sua entrada já se ouviam gritos de “Maiden”, acenos para que ela saísse. Nada a se destacar da apresentação dela, apenas uma boa presença de palco que os integrantes demonstram.
As 19:50h, surge uma convidada surpresa, a Chuva. Em poucos minutos as17 poucas gotas se transformaram em um temporal que virou motivo de xingamentos para alguns mas motivo de alegria para outros, que depois de horas no Sol daquela tarde de domingo, serviu para repor as forças.
Por sorte, pontualmente as 20h a chuva cessou, deixando tudo limpo para a entrada do Iron Maiden. Eis que se ouvem pelos falantes “Transylvania”, com imagens da banda em outras cidades da turnê, nos bastidores, isso apenas para indicar que eles estavam chegando.
Então as imagens somem e logo surge o motor do famoso avião do clipe da música “Aces High” juntamente com o discurso de Winston Churchill para introduzir justamente esta música. Foi um coro só, quase não se ouvia a voz de Bruce Dickinson de tanta força que os fãs cantavam aquela música executada 23 anos atrás no primeiro Rock In Rio. Bruce deslizando pelo palco por conta da chuva alegrando todos os presentes. O show se segue com “2 Minutes To Midnight” e “Revelations”, outra da World Slavery Tour que foi cantada com peso por todos, “The Trooper” aparece com Bruce vestido a carater com sua inseparável bandeira do Reino Unido e a parede humana formada pelos 3 guitarristas e Steve Harris. Chega então o segundo momento de emoção da noite (o primeiro logicamente foi a entrada da banda), “Wasted Years” é introduzida por Bruce dizendo que não imaginava que depois de tanto tempo essa música significasse muito do que eles sentem atualmente. “The Number Of The Beast”, aclamada por muitos como a melhor da donzela, com sua famosa introdução e “Can I Play With Madness” dão sequência ao show.
Eis então que chega o momento mais esperado desde o anúncio da turnê no fim de 2007, a épica “Rime Of The Ancient Mariner”, a mais longa da donzela, os acordes, solos, a famosa introdução no meio da música, as várias passagens que a música 2351791222_46a6a5f3e4segue fazem deste o melhor momento do show. Seguindo esta grande canção, assim como na World Slavery Tour, veio “Powerslave”, com Bruce usando a famosa máscara comprada segundo o próprio numa Sex Shop. “Heaven Can Wait” tem como particularidade a entrada de fãs para o coro central da música, seguida por “Run To The Hills” e “Fear Of The Dark”, uma música não aceita por grande parte dos fãs mas não porque ela é ruim e sim porque não estava no contexto da turnê, que seria apenas para relembrar os anos 80. Outro momento esperado estava por vir, durante a música “Iron Maiden” todos sabiam que Eddie iria aparecer, mas não era qualquer Eddie, era o famoso Cyborg do álbum Somewhere In Time, apontando sua arma para o público e fazendo graças com Janick. Eddie foi aclamado por todos os presentes arrancando até lágrimas de muitos, assim se encerra a primeira parte do show.
Depois de alguns minutos, a banda volta para completar a apresentação e de cara Bruce anuncia que em 2009 eles voltariam com todo o palco da turnê europeia, explosões, fogos e o aclamado Eddie múmia. Depois da apresentação da banda, em que Bruce esquece de mencionar Nicko, mas por gritos do público ele se lembra. Ele então introduz junto com Dave e seu violão a música “Moonchild”, uma das nunca tocadas após a turnê de seu álbum 7th Son, deixando o público com a sensação de que ouviram uma música que pode nunca mais ser tocada, apenas nesta turnê especial mesmo para vários clássicos como este serem parte do show. O show se encerra com as não menos populares “The copia-de-iron_maiden_sp_f_013-714442Clairvoyant” e “Hallowed Be Thy Name”, esta última com todo o coro do público e os gritos regidos por Bruce Dickinson. Após o agradecimento da banda, as luzes não se apagaram e ficou aquela sensação de que iria ter uma surpresa para o Brasil, pois muitas das músicas tocadas naquela noite foram poucas vezes ou nunca executadas no Brasil, mas não veio nada, logo os roadies entraram para desmontar o palco e só ficou a vontade de vê-los novamente em 2009.
Depois daquele show histórico notou-se que realmente o Iron Maiden, depois de 30 anos, não está fora de forma e que conseguiram alcançar seu objetivo de reviver com sucesso os tempos áureos da década de 80.

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2 Respostas to “Iron Maiden – Estádio Palestra Itália – São Paulo 02.03.08”

  1. Eu estava lá, junto com vc 8D e foi um show incrível! Difícil descrever a sensação q tive qdo entramos no Palestra e vi aquele palco, onde estaria a maior banda de Heavy Metal do mundo! Impossível esquecer a emoção q senti qdo subiram ao palco e vi eles ao vivo pela 1ª vez!

  2. EU estava lá, em 2004 , 2008 e agora em 2009!

    Iron Maiden é tudo!

    UP THE IRONS!

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